Microsoft Intune, do dispositivo na caixa ao acesso seguro.

Como o Intune gerencia os dispositivos da empresa: o que ele faz, como um equipamento começa a ser gerenciado (enrollment), como o compliance conversa com o acesso e como proteger dados em cenários BYOD. Um guia direto de quem implanta endpoint e identidade juntos, no Brasil inteiro.

Como iniciar o join Comparar tipos de join

Uma plataforma,
dois modos de gerenciar.

O Microsoft Intune é o serviço de gestão de endpoints da nuvem Microsoft (parte do Microsoft Intune Suite, o antigo Endpoint Manager). Ele atua de duas formas complementares: gerenciando o dispositivo inteiro (MDM) ou protegendo apenas os aplicativos e dados corporativos (MAM). Entender essa divisão é o primeiro passo para desenhar o cenário certo, especialmente quando entra BYOD.

📱MDM: gerência do dispositivo

Controle do aparelho inteiro (Windows, macOS, iOS, Android): configuração, criptografia, atualização, restrições e wipe remoto. Para equipamentos corporativos.

🧩MAM: proteção do app

Protege só os apps e dados corporativos (App Protection Policies), sem gerenciar o aparelho. O modelo para BYOD, respeitando o dispositivo pessoal.

Compliance de dispositivo

Regras que definem quando um dispositivo é confiável: atualizado, criptografado, com PIN e sem jailbreak. A base para liberar ou bloquear acesso.

⚙️Configuração & perfis

Perfis de Wi-Fi, VPN, certificados, e-mail e restrições aplicados automaticamente, padronizando o parque sem tocar máquina por máquina.

📦Distribuição de apps

Publicação e atualização de aplicativos (Win32, Microsoft Store, iOS, Android) de forma centralizada, com instalação obrigatória ou disponível.

🛡️Integração com Defender

Risco do endpoint avaliado pelo Microsoft Defender entra na decisão de compliance, ligando gestão de dispositivo e segurança na mesma política.

Do desempacotar
ao primeiro login gerenciado.

Gerenciar um dispositivo começa pelo enrollment: o momento em que ele ganha uma identidade no Microsoft Entra e passa a receber as políticas do Intune. No cenário moderno, isso acontece sozinho, sem a TI preparar imagem nem tocar no equipamento. Veja o caminho corporativo mais comum, com o Windows Autopilot.

1

Registro do dispositivo (Autopilot)

O equipamento é registrado no Windows Autopilot, pelo hash de hardware ou já pelo fornecedor (OEM). A partir daí, o próprio Windows sabe que aquele aparelho pertence à sua organização.

2

Login corporativo do usuário

O usuário liga a máquina nova, conecta na internet e faz login com a conta Microsoft Entra da empresa. Nenhuma configuração manual, nenhuma imagem preparada.

3

Join no Entra + enrollment no Intune

O dispositivo se junta ao Microsoft Entra (define-se aqui se é cloud puro ou híbrido) e se inscreve automaticamente no Intune, recebendo identidade e vínculo de gestão de uma vez.

4

Políticas, apps e compliance aplicados

Perfis de configuração, apps obrigatórios, criptografia (BitLocker) e regras de compliance descem automaticamente. Ao terminar a tela de configuração, a máquina já está pronta e em conformidade.

Cloud puro, híbrido ou BYOD: qual join usar?

A etapa 3 é a decisão mais importante. Compare os três tipos de join lado a lado.

Ver comparativo de join →

O Intune avalia.
O Entra decide o acesso.

Aqui está o ponto que separa uma gestão de dispositivos de uma estratégia de segurança de verdade. O Intune diz se um dispositivo está em conformidade; o Conditional Access do Microsoft Entra usa esse sinal para permitir, bloquear ou exigir mais (MFA) antes de liberar o acesso a e-mail, arquivos e apps. Um sem o outro deixa a porta entreaberta. Por isso implantamos os dois juntos: gestão de endpoint e identidade são o mesmo projeto.

Entenda o lado da identidade

Conditional Access, MFA e Zero Trust vivem no Microsoft Entra ID. Veja como funciona.

Ver Microsoft Entra ID →

Proteger o dado
sem gerenciar o aparelho.

Quando o funcionário usa o próprio celular, a empresa não deve (nem quer) gerenciar o dispositivo pessoal. A resposta é o MAM com App Protection Policies: o dado corporativo fica isolado dentro do app (Outlook, Teams), com regras de copiar e colar, exigência de PIN no app e wipe seletivo, que apaga só o conteúdo da empresa, sem tocar nas fotos e mensagens pessoais. Segurança para a empresa, privacidade para o usuário.

Dúvidas comuns
sobre o Intune.

O Microsoft Intune é o serviço de gestão de endpoints da nuvem Microsoft. Ele faz duas coisas: MDM (Mobile Device Management), que gerencia o dispositivo inteiro (Windows, macOS, iOS e Android), e MAM (Mobile Application Management), que protege apenas os aplicativos e dados corporativos, sem gerenciar o aparelho, cenário típico de BYOD. Com o Intune você aplica configurações, políticas de segurança, instala apps e garante que só dispositivos em conformidade acessem os dados da empresa.
Pelo processo de enrollment (inscrição). No Windows corporativo, o caminho moderno é o Windows Autopilot: o equipamento sai da caixa, o usuário faz login com a conta corporativa e o dispositivo se junta ao Microsoft Entra e se inscreve no Intune automaticamente, já com políticas e apps aplicados, sem o time de TI tocar na máquina. Também há enrollment manual, em massa e por plataforma (Apple Business Manager, Android Enterprise).
No MDM a empresa gerencia o dispositivo todo: ideal para equipamentos corporativos. No MAM a empresa protege apenas os aplicativos e os dados corporativos dentro deles (por exemplo, impedir copiar e colar do Outlook corporativo para o WhatsApp pessoal), sem gerenciar o aparelho. O MAM é o modelo indicado para BYOD, quando o funcionário usa o próprio celular e a empresa não quer, nem deve, controlar o dispositivo pessoal.
O Intune define se um dispositivo está em conformidade (atualizado, criptografado, com PIN, sem jailbreak). Mas quem usa essa informação para permitir ou bloquear o acesso é o Conditional Access do Microsoft Entra. A dupla trabalha junta: o Intune avalia o compliance, o Entra decide o acesso. Por isso Intune e Entra ID são implantados em conjunto, nunca isolados.
Não. O Intune é 100% nuvem e funciona com dispositivos totalmente na nuvem (Microsoft Entra joined). Se a empresa ainda tem Active Directory local, dá para operar em modelo híbrido (Microsoft Entra hybrid joined) durante a transição. A escolha do tipo de join define o quão dependente do on-premises o ambiente fica, e é uma das decisões mais importantes do projeto. Veja o comparativo dos tipos de join.

Intune e Entra bem feitos,
desde o primeiro dispositivo.

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